Ministério da Saúde
Informações de Saúde MS/SE/Datasus

Pacto de Atenção Básica 2006
Notas Técnicas

Estão disponíveis, nestas páginas, os indicadores do Pacto de Atenção Básica 2006, estabelecidos a partir da Portaria 493, de 13 de março de 2006, calculados a partir das bases nacionais dos diversos sistemas do Ministério da Saúde que estão disponíveis pela Internet.

Os indicadores aqui disponibilizados refletem a situação das bases de dados nacionais em 24 de agosto de 2007. Eventualmente, as bases de dados residentes nos estados e municípios estão mais atualizadas que as bases nacionais, podendo existir, então, diferenças entre os indicadores disponibilizados e os calculados pelos estados e municípios a partir de suas bases.

São os seguintes os indicadores calculados, seus métodos de cálculo, fontes e anos disponíveis:

Observação: As linhas ou colunas com zeros são automaticamente suprimidas. Assim, se forem selecionados para exibição anos para os quais não há dados, o respectivo ano pode não ser apresentado, mas será considerado para o cálculo de totais ou médias.

Indicadores do Pacto de Atenção Básica 2006
Indicador (abreviatura) Anos Numerador Denominador Unidade Observações
 
População 2000 a 2006 Todos os dados de população foram obtidos a partir do existente nas páginas de População Residente no sítio do Datasus. Estes dados são censitários para o ano 2000. Para os demais anos, são projeções efetuadas pelo IBGE para o TCU e estratificadas por idade e sexo pelo Datasus, a partir de padrões também fornecidos pelo IBGE. Como qualquer projeção, há uma margem de erro. Esta margem de erro é maior para municípios de pequeno contingente populacional, principalmente ao estratificar os dados por idade e sexo.

Para 2004, o IBGE refez as estimativas para o TCU, aumentando em torno de 3 milhões de pessoas em relação ao anteriormente estimado. No entanto, a população estratificada por idade e sexo não foi refeita.

Para 2005 e 2006, as estimativas foram feitas a partir do novo contingente populacional de 2004, porém utilizando a estrutura etária do censo 2000. Isto pode provocar diferenças com outras estimativas (por UF, principalmente) divulgadas pelo IBGE.

Saúde da Criança
1. Número absoluto de óbitos em menores de 1 ano de idade (Núm. óbitos inf) 2000 a 2005 Número de óbitos de menores de 1 no de idade (inclusive os de menores de 1 ano ignorados – código 400), de 2000 a 2005, por local de residência. Fonte: SIM      
 
2. Coeficiente de mortalidade infantil (Cf mortalid inf) 2000 a 2005 Número de óbitos de menores de 1 ano de idade (inclusive os de menores de 1 ano ignorados – código 400), de 2000 a 2005, por local de residência. Fonte: SIM Número de nascidos vivos, de 2000 a 2005, por local de residência da mãe. Fonte: SINASC 1.000 Não foi feita qualquer correção por subnotificação, seja do numerador como do denominador. Por isto os indicadores não são compatíveis com os do IDB-2005, por exemplo.
 
3. Proporção de nascidos vivos com baixo peso ao nascer (% NV baixo peso) 2000 a 2005 Número de nascidos vivos com peso até 2.499 g, de 2000 a 2005, por local de residência da mãe. Fonte: SINASC Número de nascidos vivos, de 2000 a 2005, por local de residência da mãe. Fonte: SINASC 100 No denominador, foram considerados também os nascidos vivos sem informação de peso ao nascer.
 
4. Proporção de óbitos em menores de 1 ano de idade por causas mal definidas (% ob inf mal def) 2000 a 2005 Número de óbitos de menores de 1 ano de idade (inclusive os de menores de 1 ano ignorados – código 400), por causas mal definidas (capítulo XVIII da CID-10), de 2000 a 2005, por local de residência. Fonte: SIM Número de óbitos de menores de 1 ano de idade (inclusive os de menores de 1 ano ignorados – código 400), de 2000 a 2005, por local de residência. Fonte: SIM 100  
 
5. Taxa de internações por Infecção Respiratória Aguda (IRA) em menores de 5 anos (Tx int IRA <5a) 2000 a 2006 Número de internações por IRA (procedimentos selecionados), de 2000 a 2006, na faixa etária de 0 a 4 anos, por local de residência. Fonte: SIH/SUS População de 0 a 4 anos de 2000 a 2006. Fonte: Base demográfica 1.000 Os dados de internações hospitalares por procedimento na Internet não discriminam a idade. Esta informação é obtida a partir dos arquivos de movimento da AIH (RD). Como o numerador é por local de residência do paciente, foram pesquisadas as internações ocorridas em todas as Unidades da Federação.
 
6. Taxa de internações por Doença Diarréica Aguda (DDA) em menores de 5 anos (Tx int DDA <5a) 2000 a 2006 Número de internações por DDA (procedimentos selecionados), de 2000 a 2006, na faixa etária de 0 a 4 anos, por local de residência. Fonte: SIH/SUS População de 0 a 4 anos de 2000 a 2006. Fonte: Base demográfica 1.000 Os dados de internações hospitalares por procedimento na Internet não discriminam a idade. Esta informação é obtida a partir dos arquivos de movimento da AIH (RD). Como o numerador é por local de residência do paciente, foram pesquisadas as internações ocorridas em todas as Unidades da Federação.
 
7. Número absoluto de óbitos neonatais tardios (Núm ób neon tard) 2000 a 2005 Número de óbitos com idade de 7 a 27 dias, de 2000 a 2005, por local de residência. Fonte: SIM      
 
8. Coeficiente de mortalidade infantil neonatal tardia (Cf mort neo tard) 2000 a 2005 Número de óbitos com idade de 7 a 27 dias, de 2000 a 2005, por local de residência. Fonte: SIM Número de nascidos vivos, de 2000 a 2005, por local de residência da mãe. Fonte: SINASC 1.000 Não foi feita qualquer correção por subnotificação, seja do numerador como do denominador. Por isto os indicadores não são compatíveis com os do IDB-2005, por exemplo. No denominador, foram considerados também os óbitos de menores de 1 ano com idade ignorada (código 400).
Saúde da Mulher
9. Proporção de óbitos de mulheres em idade fértil investigados (%óbt id fer inv) - Número de óbitos de mulheres de 10 a 49 anos de idade investigados. Fonte: Comitês de Morte Materna Número de óbitos de mulheres de 10 a 49 anos, de 2000 a 2005, por local de residência. Fonte: SIM 100 Informações dos Comitês de Morte Materna não disponíveis nas bases de dados nacionais.
 
10. Proporção de nascidos vivos de mães com 4 ou mais consultas de pré-natal (%NV >3 cons pré) 2000 a 2005 Número de nascidos vivos com 4 ou mais consultas de pré-natal, de 2000 a 2005, por local de residência da mãe. Fonte: SINASC Número de nascidos vivos, de 2000 a 2005, por local de residência da mãe. Fonte: SINASC 100 No denominador, foram considerados também os nascidos vivos sem informação de número de consultas de pré-natal.
 
11. Razão entre exames citopatológicos cérvico-vaginais em mulheres de 25 a 59 anos e a população feminina nesta faixa etária (Rz ex.cérv-vag) 2002 a 2006 Número de exames citopatológicos cérvico-vaginais realizados em mulheres de 25 a 59 anos, de 2002 a 2007, por local de residência. Fonte: SISCAM/SISCOLO, atualizado até 27/08/2008. População feminina de 25 a 59 anos, de 2002 a 2006. Fonte: Base demográfica 1 Dados do SISCAM/SISCOLO obtidos da página do SISCAM do Datasus.
 
12. Razão de mortalidade materna (Rz mort materna) 2000 a 2005 Número de óbitos por causas maternas, de 2000 a 2005, por local de residência. Fonte: SIM Número de nascidos vivos, de 2000 a 2005, por local de residência da mãe. Fonte: SINASC 100.000 Foram considerados as causas e situações descritas nas páginas de Óbitos Maternos, em Estatísticas Vitais, em Informações de Saúde, no sítio do Datasus.
 
13. Proporção de partos cesáreos (% part cesáreos) 2000 a 2005 Número de nascidos vivos por partos cesáreos, de 2000 a 2005, por local de residência da mãe. Fonte: SINASC Número de nascidos vivos, de 2000 a 2005, por local de residência da mãe. Fonte: SINASC 100 No denominador, foram considerados também os nascidos vivos sem informação do tipo de parto.
 
14. Proporção de nascidos vivos de mães com 7 ou mais consultas de pré-natal (%NV >6 cons pré) 2000 a 2005 Número de nascidos vivos com 7 ou mais consultas de pré-natal, de 2000 a 2005, por local de residência da mãe. Fonte: SINASC Número de nascidos vivos, de 2000 a 2005, por local de residência da mãe. Fonte: SINASC 100 No denominador, foram considerados também os nascidos vivos sem informação de número de consultas de pré-natal.
Controle de hipertensão
15. Taxa de internação por acidente vascular cerebral (AVC) (Tx int AVC) 2000 a 2006 Número de internações por AVC (procedimentos selecionados) na faixa etária de 40 anos e mais, de 2000 a 2006, por local de residência. Fonte: SIH/SUS População de 40 anos e mais, de 2000 a 2006. Fonte: Base demográfica 10.000 Os dados de internações hospitalares por procedimento na Internet não discriminam a idade. Esta informação é obtida a partir dos arquivos de movimento da AIH (RD). Como o numerador é por local de residência do paciente, foram pesquisadas as internações ocorridas em todas as Unidades da Federação.
 
16. Taxa de internação por insuficiência cardíaca congestiva (ICC) (Tx int ICC) 2000 a 2006 Número de internações por ICC (procedimentos selecionados) na faixa etária de 40 anos e mais, de 2000 a 2006, por local de residência. Fonte: SIH/SUS População de 40 anos e mais, de 2000 a 2006. Fonte: Base demográfica 10.000 Os dados de internações hospitalares por procedimento na Internet não discriminam a idade. Esta informação é obtida a partir dos arquivos de movimento da AIH (RD). Como o numerador é por local de residência do paciente, foram pesquisadas as internações ocorridas em todas as Unidades da Federação.
 
17. Proporção de portadores de hipertensão arterial cadastrados (% hipert cadast) 2002 a 2006 Número de portadores de hipertensão cadastrados no HIPERDIA, de 2002 a 2006, por local de residência. Fonte: HIPERDIA, atualizado até 27/09/2006; dados de 2006 até o último mês informado. 35% da população de 40 anos e mais, de 2002 a 2006. Fonte: Base demográfica 100 Dados do HIPERDIA informados pela equipe de desenvolvimento do Datasus. O número de hipertensos informados pelo HIPERDIA refere-se ao número de pessoas que se cadastraram no período. Para obter o número de portadores de hipertensão cadastrados, é necessário somar os cadastramentos efetuados desde 2002.
Controle de diabetes
18. Proporção de internações complicações do Diabetes Mellitus (% int comp diab) 2000 a 2006 Número de internações por complicações de diabetes mellitus (procedimentos selecionados), de 2000 a 2006, por local de residência. Fonte: SIH/SUS Número total de internações (exceto parto), de 2000 a 2006, por local de residência. Fonte: SIH/SUS 100 Foram selecionados procedimentos de parto (vaginal e cesáreo, conforme lista utilizada no site do Datasus) para serem desconsiderados no denominador.
 
19. Proporção de portadores de diabetes mellitus cadastrados (% diabet cadast) 2002 a 2006 Número de portadores de diabetes mellitus cadastrados no HIPERDIA, de 2002 a 2006, por local de residência. Fonte: HIPERDIA, atualizado até 27/09/2006; dados de 2006 até o último mês informado. 11% da população de 40 anos e mais, de 2002 a 2005. Fonte: Base demográfica 100 Dados do HIPERDIA informados pela equipe de desenvolvimento do Datasus. O número de diabéticos (tipo 1 e 2) informados pelo HIPERDIA refere-se ao número de pessoas que se cadastraram no período. Para obter o número de portadores de diabetes cadastrados, é necessário somar os cadastramentos efetuados desde 2002.
Controle da tuberculose
20. Proporção de abandono do tratamento de tuberculose (% abandono TBC) 2000 a 2005 Número de casos novos de tuberculose encerrados por abandono (consolidado municipal do SINAN - relatório de 9 meses), de 2000 a 2005, por local de residência. Fonte: SINAN Número de casos novos de tuberculose diagnosticados (campo 28 da Ficha de notificação/investigação de Tuberculose), de 2000 a 2005, por local de residência. Fonte: SINAN 100 Dados do SINAN informados pela SVS. O número informado de casos novos de tuberculose encerrados por abandono em 2005 é referente apenas ao primeiro semestre. Para obter o indicador, este número foi multiplicado por 2.
 
21. Taxa de incidência de tuberculose pulmonar positiva (Tx inc TBC pul+) 2000 a 2005 Número de casos novos de tuberculose pulmonar positiva (campos 28 e 34 da Ficha de notificação/investigação de Tuberculose do SINAN), de 2000 a 2005, por local de residência. Fonte: SINAN População total. Fonte: Base demográfica 100.000 Dados do SINAN informados pela SVS.
Eliminação da hanseníase
22. Coeficiente de prevalência de hanseníase (Cf prev hansen) 2004 a 2006 Número de pacientes de hanseníase em curso de tratamento, em 2004 a 2006, por local de residência. Fonte: SINAN/Hanseníase População total de 2004 a 2006. Fonte: Base demográfica 10.000  
 
23. Coeficiente de detecção de casos de hanseníase (Cf detec hansen) 2004 a 2006 Número de casos novos de hanseníase notificados (excluindo os casos identificados como erro diagnóstico), em 2004 a 2006, por local de residência. Fonte: SINAN/Hanseníase População total de 2004 a 2006. Fonte: Base demográfica 10.000  
Saúde bucal
24. Cobertura de primeira consulta odontológica programática (Cob 1ªcons odon) 2006 Quantidade apresentada dos procedimentos selecionados, em 2006. Fonte: SIA/SUS População total de 2006. Fonte: Base demográfica 100 Dados do SIA/SUS calculados utilizando-se o conceito de mês de cobrança. Tendo em vista a mudança ocorrida na descrição deste procedimento, só há dados para 2006.
 
25. Cobertura da ação coletiva escovação dental supervisionada (Cob escov super) 2006 Média mensal da quantidade apresentada dos procedimentos selecionados, em 2006. A média foi calculada pelo número de meses com informação no ano. Fonte: SIA/SUS População total de 2006. Fonte: Base demográfica 100 Dados do SIA/SUS calculados utilizando-se o conceito de mês de cobrança.
 
26. Média de procedimentos odontológicos básicos individuais (Méd odo bás ind) 2000 a 2006 Quantidade apresentada dos procedimentos selecionados, de 2000 a 2006. Fonte: SIA/SUS População de 2000 a 2006. Fonte: Base demográfica 1 Dados do SIA/SUS calculados utilizando-se o conceito de mês de cobrança.
 
27. Proporção de procedimentos odontológicos especializados em relação às ações odontológicas individuais (% odo espec/ind) 2000 a 2006 Quantidade apresentada dos procedimentos selecionados, de 2000 a 2006. Fonte: SIA/SUS Quantidade apresentada dos procedimentos selecionados, de 2000 a 2006. Fonte: SIA/SUS 100 Dados do SIA/SUS calculados utilizando-se o conceito de mês de cobrança.
Gerais
28. Proporção da população coberta pelo Programa de Saúde da Família (% pop cober PSF) 2000 a 2006 Número de pessoas cadastradas, de 2000 a 2006, por município. Fonte: SIAB População, de 2000 a 2006. Fonte: Base demográfica 100 Foi utilizado o número de pessoas cadastradas no último mês disponível do ano (dezembro de 2000 a 2006)
 
29. Média anual de consultas médicas por habitante nas especialidades básicas (Média cons.méd) 2000 a 2006 Quantidade apresentada dos procedimentos selecionados, de 2000 a 2006. Fonte: SIA/SUS População de 2000 a 2006. Fonte: Base demográfica 1 Dados do SIA/SUS calculados utilizando-se o conceito de mês de cobrança.
 
30. Média mensal de visitas domiciliares por família (Média visit.dom) 2000 a 2006 Quantidade apresentada dos procedimentos selecionados, de 2000 a 2006. Fonte: SIA/SUS Número de famílias de 2000 a 2006 no município x número de meses (12). Fonte: Base demográfica 1 O número de familias foi calculado dividindo-se a população residente no município pelo número média de pessoas por família: 4,0 na Região Norte, 3,7 na Região Nordeste, 3,3 nas Regiões Sudeste e Sul e 3,4 na Região Centro-Oeste. Dados do SIA/SUS calculados utilizando-se o conceito de mês de cobrança.

Convenções adotadas nas tabelas:

(-) ou em branco: dado numérico igual a 0 não resultante de arredondamento ou dado numérico não disponível. Exemplos de situações em que ocorre:
- não houve ocorrências;
- não aplicável, como para dados anteriores à criação do município;
- dados ainda não recebidos.

(0, 0,00, etc.): dados numérico igual a 0 resultante de arredondamento de um dado originalmente positivo. Exemplo: média de visitas = 0,003; como o indicador tem com duas decimais, é exibido o valor 0,00.

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