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As informações do IDB são atualizadas anualmente. Sugerimos consultar a versão mais recente (http://www.datasus.gov.br/idb).
Qualificação de Indicadores do IDB-1998
D.1 - Casos de doenças evitáveis por vacinação
Febre amarela silvestre
- Conceituação:
Número de casos confirmados de febre amarela silvestre, em determinado local e período.
- Interpretação:
Indica a ocorrência e distribuição de casos de febre amarela silvestre
- Usos:
Identificar e monitorar a tendência da doença, segundo variáveis de tempo, áreas geográficas e grupos populacionais específicos;
Avaliar indiretamente a cobertura vacinal e os índices de infestação do Aedes aegypti nas áreas de risco para a doença.
Subsidiar processos de planejamento, gestão , avaliação de políticas e ações preventivas para evitar a reurbanização da febre amarela e epidemias de febre amarela silvestre;
- Limitações:
A sensibilidade do indicador baseia-se na notificação de ocorrências do evento, esta dependente das condições técnico-operacionais para a detecção, notificação e confirmação de casos. Tais condições são peculiares a cada área geográfica de desagregação dos dados e podem variar ao longo do tempo, em função de fatores como: intensidade dos esforços realizados para detecção de casos e rede de assistência médica.
Os casos mais graves e os que levam a óbito tendem a ser mais notificados do que os casos menos graves.
O registro do caso nos níveis estadual e nacional pode sofrer atrasos decorrentes do tempo necessário à investigação e confirmação do caso pela vigilância epidemiológica
- Fonte:
Ministério da Saúde/CENEPI: Sistema de Informações de Agravos Notificáveis (SINAN).
- Método de Cálculo:
Número de casos confirmados de febre amarela, em determinado local e período.
- Categorias de Análise:
Brasil, Estados e Distrito Federal
Municípios com casos confirmados
Sexo: masculino e feminino
Faixa etária: <1 ano, 1-4, 5-9, 10-19, 20-34, 35-49 e 50 anos e +
Área de ocorrência : Rural e Urbana
- Dados estatísticos e comentários:
Distribuição dos Casos de Febre Amarela Silvestre por Município de Ocorrência
e por Unidade Federada. Brasil, 1997.
UNIDADE FEDERADA
NÚMERO DE
CASOS
MUNICÍPIO DE OCORRÊNCIA
PA
2
Almeirim
RO
1
Porto Velho
TOTAL
3
************
Em 1997, foram confirmados laboratorialmente 3 casos de febre amarela silvestre, distribuídos conforme a tabela acima. Embora residentes em área de risco (áreas rurais da zona endêmica), nenhum deles havia sido vacinado contra febre amarela. Todos eram do sexo masculino com idade compreendida entre 24 e 31 anos. A taxa de letalidade foi de 100%, o que reflete a fragilidade do sistema de vigilância epidemiológica, o qual não consegue detectar os casos leves e moderados. Essas formas clínicas representam 90% de todos os casos da infecção causada pelo vírus amarílico e geralmente têm bom prognóstico.
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